São conceitos de ótica que com certeza irão ajudar consultores a realizarem vendas com argumentos sólidos, aumentar seu tíquete médio de vendas, e principalmente, ajudar o cliente a entender a espessura das suas lentes, saindo satisfeito com seus óculos.
Índice de refração
Por que a terra é azul?
Talvez você já tenha feito essa pergunta, ou até mesmo já pesquisou sobre isso, e encontrou várias respostas, como por exemplo, que é o reflexo da água do mar, ou por causa do sol etc.
Porém a resposta mais correta a ser dada, está mais relacionada ao índice de refração, do que qualquer outra resposta cabível.
O índice de refração é a capacidade que o meio tem de refratar a luz. Ou seja, a luz tem sua velocidade alterada ao sair de um meio e passar para outro, que pode ser, ar, água, vidro, acrílico, policarbonato entre outros.
Cada meio, tem uma capacidade diferente, um índice diferente.
Se você pegar um feixe de luz, seja uma lanterna, ou um lazer, e direcionar o feixe luminoso para um copo com água, terá a impressão de que a luz mudou de direção. Porém isso é uma ilusão de ótica causado pela consequência do índice de refração da água. O mesmo acontece se direcionar para um vidro, acrílico etc.
Uma característica importante é que cada índice é diferenciado por uma cor, dentro do espectro luminoso, que vai de vermelho até o violeta. Sendo o vermelho o mais rápido e o violeta o mais lento.
Com isso chegamos ao entendimento de que o céu é azul por conta do índice de refração da camada de ozônio, a luz emitida através do sol, caminha pelo vácuo a uma determinada velocidade, e ao entrar em contato com a camada de ozônio, tem sua velocidade reduzida, e o índice de refração da camada de ozônio segura apenas a luz azul do espectro luminoso.
Sendo assim, ao olharmos para o céu, temos a impressão de que ele é azul!
A importância do índice de refração para os óculos
Vejo muitas pessoas frustradas com a espessura das lentes dos seus óculos! No dia da compra, pedem ao consultor as lentes mais finas possíveis, e muitas vezes são surpreendidos negativamente, pois é gerada uma grande expectativa em relação a espessura das lentes. Espera-se lentes leves e finas, que fiquem agradavelmente ajustadas ao aro escolhido, e quando recebem os óculos, o encontram com bordas excessivas, pesado, as vezes até com certa dificuldade para se guardar no porta-óculos.
Isso se dá por conta da seguinte equação:
DIOPTRIA x ÍNDICE DE REFRAÇÃO x DIÂMETRO DO ARO
Essa equação determina a espessura e a leveza das lentes.
Para uma alta dioptria, o mais adequado é uma lente com maior índice de refração e menor diâmetro de aro.
Para baixas dioptrias, menor índice de refração, e pode ser utilizados aros com maior diâmetro.
Lentes x Índices
As lentes com índices mais baixos, tem por característica serem mais translúcidas, porém tem maior concentração de massa, o que a deixará mais pesada e espessa, em caso de dioptrias mais altas. Quanto maior o índice, menos translúcidas se tornam, e diminuem sua concentração de massa, que por sua vez se tornam mais leves e finas.
Conclusão
Para dioptrias baixas concluímos que, não há grande necessidade de mudança de velocidade da luz, pois o erro refrativo ou ametropia, não exige isso. Uma pequena alteração já atinge seu objetivo final. Uma lente com baixo índice refrativo será a melhor opção.
Já para altas dioptrias, é necessária uma mudança radical da velocidade, pois o erro refrativo se dá exatamente por conta dessa velocidade, que interfere diretamente na visão. Lentes com alto índice são as melhores indicações nesses casos, que vai mudar de acordo com a dioptria, como citado na tabela.
Portanto, na hora de realizar a venda dos óculos, é de extrema importância analisar bem a receita do cliente, para uma indicação adequada tanto no índice de refração, quanto no tipo do aro, para que seu cliente sai satisfeito e consciente do produto que está levando pra casa.
Por Jonas Silva, técnico ótico.