Visão de cores - Cones e Bastonetes - (Parte II)

Artigo Rosa M. Z. Berzghal para Opticanet

Artigo 2

Problemas na visão de cores? Discromatopsia! 

John Dalton, 1766- 1844, químico,  apresentava discromatopsia,  e foi o primeiro a iniciar os 

estudos sobre o assunto e popularmente ganhou seu nome, Daltonismo. (Bruni; Cruz, 2006).

Imagem: 1


Interessante saber que a discromatopsia ou daltonismo,  ocorre mais  no sexo masculino e, em 

uma pequena porcentagem, em mulheres,  por isso,   essa característica  é uma  "herança 

relacionada ao sexo?, como é denominado.

Como isso ocorre? 

Ocorre por herança genética, da posição dos genes.

A mulher possui dois cromossomos X, (XX) e o homem apenas um cromossomo X, (XY). Se o 

homem possuir um gene recessivo (Xd), ele irá manifestar a discromatopsia, pois ele não 

possui um alelo dominante que impeça essa manifestação. No caso do homem, um único gene 

recessivo (Xd) irá determinar o Daltonismo, já na mulher, isso só ocorrerá se ela possuir dois 

genes recessivos. O Homem (Xᵈ Y), apresentará  daltonismo, e a mulher (Xd Xd) também. Se a 

mulher apresentar (Xᵈ X), apesar de ela "carregar? essa informação genética, ela não 

apresentará essa característica, mas ela irá transmitir ao filho, que irá "carregar? apenas um 

(Xd), proveniente da mãe e um (Y), proveniente do pai.  Caso  a mãe apresente (Xd X), se na 

transmissão para o filho ele receber o X, proveniente da mãe e o Y, proveniente do pai, então 

ele não será daltônico, ele ficará (X Y).  (site: sobiologia.com.br). 

Imagem 2:
 
 


Em homens a discromatopsia ocorre em torno de 6% a 10%, já nas mulheres em torno de 0,4% 

a 0,7%. (Gordon, 1998)

CONES E BASTONETES

A estrutura dos cones e bastonetes possuem três segmentos (externo, interno e corpo 

sináptico).  

BASTONETES  

Nos bastonetes, no segmento externo está a rodopsina,  substância química fotossensível, que 

são proteínas conjugadas,   em seu segmento interno esta o citoplasma e suas organelas e em 

seu terceiro segmento está o corpo sináptico. A rodopsina ocupa 40% do segmento externo do 

bastonete. A rodopsina é uma combinação  da proteina escotopsina e o retineno ( pigmento 

carotenoide retinal) e o 11-cis retinal que se liga a escotopsina, formando assim a rodopsina. A 

vitamina A desempenha a função da formação da rodopsina, ela está presente no citoplasma 

do bastonete e também na camada pigmentar da retina, quando necessário ela irá produzir o 

novo retinal, caso haja excesso de retinal, esse será revertido em vitamina A. (Guyton, C.A. 

1993).

Vitamina A

A vitamina A possui um papel importante na formação da rodopsina. Na bioquímica, a 

passagem do retinal todo-trans para 11-cis retinal (retinal todo-trans para retinol todo-trans 

que é transformado em 11-cis retinol, e assim, o 11-cis retinol é convertido em 11-cis retinal), 

e o ciclo se reinicia. Como a vitamina A está presente no citoplasma do bastonete, a qualquer 

momento ela poderá ser acionada para produzir o retinal, mas se houver excesso de retinal no 

processo, esse será imediatamente convertido em vitamina A, permitindo assim o equilíbrio. 

(Guytoon,C.A. 1993).

Cegueira noturna ou Nictalopia

A falta da vitamina A pode ocasionar cegueira noturna devido a produção insuficiente de 

retinal, portanto, como à noite a iluminação é rarefeita, ou mesmo em ambientes pouco 

iluminados, os bastonetes não apresentarão condições favoráveis de ativação, ocasionando 

deficit de visão noturna. 

Imagem 3

 

A hipovitaminose A pode ocorrer por dietas pobres em vitamina A, mas vale anotar outras 

causas de cegueira noturna como por miopia, retinose pigmentar, catarata. Caso algum 

paciente apresente sintoma de dificuldade de enxergar à noite, ele deverá ser imediatamente  

encaminhado a um oftalmologista que se encarregará de realizar os exames necessários. 

No próximo artigo estudaremos: Vantagens no daltonismo, sentido cromático, 

deuteranomalia, protanomalia e tritanomalia.

Pesquisa Bibliográfica

BRUNI, L. F.; CRUZ, A. A. V. Sentido cromático: tipos de defeitos e testes de avaliação clínica. 

Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo, v. 69, n. 5, p. 766-775, 2006.

MARTINS, M.F.;  BORDABERRY, F.M; et al. Visão das cores em escolares: avaliação de um novo 

teste. J. Pediatr. (Rio J.) vol.77 no.4 Porto Alegre July/Aug. 2001.

Sobiologia. Disponível em: 

<http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/herancaesexo4.php >. Acesso em 25 de 

dezembro de 2015.

GORDON, N. Colour blindness. Public Health, v. 112, n. 2, p. 81-84, 1998.

Imagem 1. Disponível: <http://pt.slideshare.net/isabelfpsilva/daltonismo-35563864>. Acesso 

em 26 de dezembro de 2015.

Imagem 2. Disponível: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/daltonismo.htm>. 

Acesso em 26 de dezembro de 2015.

Imagem 3. Disponível: 

<http://www.portaldaoftalmologia.com.br/site/site2010/index.php?option=com_content&vie

w=article&id=2201:cegueira-noturna-voce-sabe-o-que-e&catid=41:noticias&Itemid=77> . 

Acesso em 26 de dezembro e 2015.
Autor: Rosa Berzgha

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