Área V4 ? A área da cor.
Vamos falar um pouco da área V4 do córtex. Segundo estudos, esta área garante a visão de cores.
Sabemos que os cones, por seus pigmentos, captam fótons que são recebidos pelos neurônios que dão uma cor a determinada sensação físico-química vinda do fotorreceptor, cada um com seu conteúdo pigmentar, vermelho, verde e azul.
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Segundo Meyer, 2002, em 1988 um oftalmologista Dr. Verry, Neuchâtel, quando executava uma autópsia, verificou que havia um tumor em região distante do V1, a área visual primária. Dr. Verry sabia que a pessoa da autópsia havia perdido a visão de cores, associou a área onde estava situado o tumor à área da visão das cores; Ele concluiu que existia um centro para o sentido das cores no lobo occipital.
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Na época, a observação do Dr. Verry deixou os neurologistas céticos porque, até então, acreditava-se que a acromatopsia era sempre acompanhada por escotoma, isto é, a existência de um ponto cego no campo visual, normalmente por lesão na área visual primária, não acreditavam, portanto, que existia uma área específica para a visão de cores no córtex. Vários estudiosos refutavam a teoria do Dr. Verry. Pierre Marie & Chatelin, 1915, diziam que "nada nos parece justificar a existência de um centro cortical especial para a visão das cores?. Holmes, 1918, acreditava que o córtex estriado processava a recepção das impressões coloridas, além de outras impressões visuais. As opiniões de muitos estudiosos refutavam a ideia da existência de uma área específica para a visão de cores, até que estudos verificaram que a perda da visão de cores muitas vezes era acompanhada de outro evento, da síndrome prosopagnósica, que é o não reconhecimento dos rostos familiares, área essa no giro fusiforme, próxima da V4, a área da cor. Esse acontecimento permitiu que essa área V4 fosse aceita como a área da visão de cores. ( Meyer, 2002).
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Acromatopsia, é o nome que se dá para a perda da visão das cores.
Prosopagnosia é o nome que se dá para a perda do reconhecimento dos rostos familiares.
A visão de cores exige, portanto uma parceria, entre cones e a região V4 do córtex. Problemas como o daltonismo, devido a um gene deficiente, cromossomo X, como visto anteriormente, informa quão importante é a pigmentação nos cones, sem essa, o V4 fica impossibilitado de "codificar? as cores vermelho ou verde ou vermelho e verde.
Da mesma forma, estando os cones perfeitos em seus pigmentos, se algo levar a uma perda na área do V4, a percepção de cores não é garantida.
Lesões em determinadas áreas do córtex poderão levar ao deficit de várias funções, como a prosopagnosia e acromomatopsia, como verificado acima.
Bibliografia:
Meyer P. O olho e o cérebro. Biofilosofia da percepção visual. Fenomenologia da percepção das cores. Editora Unesp. Pág. 55, 56 e 57. 2002.
Imagem 1:
Disponível: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu2/foto/0,,69756412,00.jpg>.
Acesso em: 20/02/2016.
Imagem 2:
Disponível em: <http://webvision.med.utah.edu/imageswv/capas-cortex.jpg>. Visualizado em: 20/02/2016.
Imagem 3:
Disponível em < http://mooreperceptionproject.weebly.com/physiology.html>. Visualizado em 20/02/2016.