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Neuromarketing e o Seu Balcão parte 3
20 Abril 2017
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Artigo Nice Garcia / Técnica em Óptica e Coaching em Óptica
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"Contra os neurônios espelho, que fazem com que você
Se sinta sensual e atraente, e a dopamina, que cria aquela
Expectativa de recompensa quase orgástica, a sua mente
Racional não tem chance?
Martin Lindstrom

Bora lá, antes de abordar sobre histeria coletiva, primordialmente indo de sua definição dentro da psicanálise aos meios de sugestão de consumo, aliado ao neuromarketing. Primeiramente vamos falar da idéia proposta na frase de Martin Lindstrom, que em 2099 foi eleito pela Revista Time, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. E na minha humilde opinião costume dizer que Lindstrom, Klaric e Braga, são "papas? em neuromarketing.

Nessa frase extraída de uma de suas obras, o autor nos mostra com clareza, que nosso senso para o consumo direto muitas vezes é impulsionado pelo neurônio espelho, e a sensação de prazer que a dopamina nos fornece, fazem com que o quesito racionalizar uma compra, perca para o sentir o prazer da compra. Segundo o Dr. Ananya Mandal, MD (Professor Associado do Serviço de Educação Médica de Bengala Ocidental-Índia), a dopamina é um neurotransmissor liberado pelo cérebro que desempenha determinando numero de funções, entre elas se destacam por sua notoriedade: O movimento; a memória; a sensação de recompensa prazerosa; comportamento e cognição e humor. Vale lembrar que em diversas pesquisas de comportamento de consumidores apontam que os fatores sentir-se seduzido e o prazer proporcionado pela aquisição é que elaboram a decisão de possuir determinado produto.

Vamos para o nosso balcão de óptica, e traçar um paralelo bem interessante, e de contexto relevante . Durante muitos anos as ópticas focaram em atendimentos técnicos e beirando ao clinico, muito similar ao de uma farmácia, fora o mobiliário sempre muito clean, que também remetiam nossa memória imediata a uma farmácia. Recordo-me ainda das farmácias com seus balcões altos, onde todos os produtos se posicionavam atrás desses, e de atendentes e farmacêuticos, assim como as ópticas que limitavam (e algumas até hoje limitam) a experiência tátil do produto.  
 
O quê farmácias e ópticas tem em comum? Ambos os setores varejistas tem como foco principal a comercialização de produtos que são regulamentados como de principio terapêutico, em farmácias, são as drogas tanto alopáticas quanto homeopáticas, em ópticas são óculos confeccionados com lentes corretivas, solares graduados ou não e lentes de contato. Produtos esses comercializados seguindo prescrição de profissionais da área de saúde competentes a tanto. Porém o seguimento farmacêutico saiu na frente em busca de modernização, há mais de quarenta anos atrás surgiram e se popularizaram nos Estados Unidos as Drugstore, que em sua tradução literal será apenas farmácia, mas são na verdade farmácias que incorporaram serviços de conveniência para ampliar a experiência de satisfação do cliente, até aí por questões óbvias, improvável "degustar? uma determinada droga, com severos efeitos colaterais em sua grande maioria, ao contrario de nossas ópticas onde o cliente pode experimentar uma variedade de aros, sem é claro efeitos colaterais.

Bom, caro leitor, não estou sugerindo de modo algum que faça de sua óptica uma loja de conveniências, mas apenas ressaltando a necessidade de modernização do setor. Vamos voltar a Drugstore, esse conceito de farmácias não surgiu aleatoriamente; em diversas pesquisas de mercado estava evidenciado, que o cliente de farmácia, em razoável proporção sentia-se desconfortável em gastar dinheiro com medicação, sentiam-se em uma extensão da sala de espera de hospitais e clinicas (dados de pesquisas relacionados a marketing e difusão de drugstore da Universidade de Ohio).
 
Visando essa fatia do mercado uma das maiores redes de drugstore americana a Walgren, passou a aromatizar suas lojas para que o odor de medicação típico de hospitais e farmácias tradicionais não fosse perceptível, ampliaram a experiência tátil de alguns de seus produtos, investiu em treinamentos específicos não apenas sobre medicações, mas abordagem de clientes, climatização musical no interior de suas farmácias. A gigante Walgren não foi à única a inovar, porém foi a que propagou com maior êxito esse diferencial ao cliente, que não apenas atendeu a fatia de mercado que eles buscavam, mas que gerou maior fidelização dos clientes que já possuíam. Resumindo além de conveniência, essas drugstore utilizam conceito de neuromarketing, o brand sense para atrair e fidelizar seus clientes. 

Mas e sua óptica, ainda remete a uma extensão de uma sala de espera de clinica oftalmológica ou de um hospital? As únicas experiências do cliente se limitam, a provar armações e um atendimento meramente técnico?  Vislumbrar uma vitrine com tendências de mercado? Café da manhã para tornar o ambiente mais aconchegante? Não estou declarando que esses procedimentos estejam certos ou errados, apenas que ainda são poucos próximo ao que pode ser realizado para que a dopamina seja liberada e o cliente adquira o real prazer em estar em sua óptica, para que a aquisição de um óculos não seja um gasto com saúde, mas uma experiência que impulsione o desejo do cliente de adquirir o quê de melhor sua óptica tem a oferecer.

Bora ampliar a experiência de seu cliente em sua loja?

Próximo artigo, adentraremos mais em neuromarketing e suas ferramentas. 

Nice Garcia
Técnica em Óptica e Coaching em Óptica
"Reposicionando Mindsets Ópticos?
Entusiasta e Apaixonada por Óptica
nicegarciastos@hotmail.com
Fonte: Nice Garcia

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