É o nome dado para avaliar os prismas ou efeitos prismáticos entre as duas lentes dos óculos, no plano vertical. Esse equilíbrio pode ser avaliado da seguinte maneira:
a) Meça o grau do olho direito no lentômetro, centralizando a lente no ponto equivalente ao centro óptico, no centro do retículo do aparelho, com os óculos apoiados na mesa do lentômetro.
b) Sem mover a posição inicial da mesa, verifique, no outro olho, a mira do lentômetro e observe em que círculo correspondente ao prisma, o centro da mira se posiciona no plano vertical (centrando-o na horizontal).
c) No círculo correspondente ao círculo dos prismas, estará indicado o prisma vertical havido entre os dois olhos, que quando grande provocam desconforto ao cliente.
Esse prisma vertical, que geralmente é casual e não provocado, é feito por montadores não bem preparados, que se descuidam do nivelamento dos dois centros ópticos e cuidam apenas da D.P. É um grande erro desses profissionais. Como os oftalmologistas pouco entendem disso, o pobre do cliente acaba tendo que se acostumar com o prisma não programado. Inicialmente o cliente queixa-se que está tendo uma dificuldade na fusão das duas imagens dos olhos, numa só. Queixa-se que vê nítido, mas embaralhado. Mas o cliente não usa essa expressão e queixa-se de embaralhamento visual, apenas. Geralmente o técnico e o médico informam ao pobre do cliente, que se trata de desconforto inicial e com o tempo acabará se acostumando. Na verdade o cliente vê nitidamente com cada um dos olhos isoladamente, mas poderá se acostumar. É uma questão de falta de competência dos técnicos, não tenham dúvidas.
NEY DIAS
PROFESSOR DE ÓPTICA