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A história e evolução das lentes oftálmicas no mundo
23 Dezembro 2011  | Seção: Óculos & Cultura  |  Categoria: Óculos & Cultura
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A história dos óculos já é muito conhecida. Eles são, há séculos, uma referência de moda...
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A história dos óculos já é muito conhecida. Eles são, há séculos, uma referência de moda, assim como reflexo de um estilo de vida. No entanto, a essência dos óculos não é a armação. A verdadeira essência é a lente.

A visão constitui 90% da nossa experiência sensorial. É por isso que a escolha da lente adequada tem um impacto decisivo na qualidade de vida de qualquer pessoa que usa óculos.

No início era a lente

As problemas de visão são um problema desde os primórdios da existência humana. Os óculos foram criados no final do século XIII. A lente era feita de quartzo, cristal, e berilo mineral. Na verdade, o mineral "berilo" dos óculos tem origem do alemão "brille". Demorou aproximadamente 500 anos para os óculos de grau se tornarem utilizáveis com armações ​​- como usamos hoje: no início do século XVIII, os chamados "óculos de orelha" entraram em uso."

Naquela época, as pessoas começaram a perceber que não havia uma grande ligação entre a idade de uma pessoa e o grau da lente necessário para uma visão adequada. Os vendedores de óculos viajavam de porta em porta e vendiam lentes corretivas para óculos com base na idade do comprador.
 
Para alguns usuários, os novos óculos ofereciam uma melhoria milagrosa de visão, tornando os textos claros novamente. Mas, para os outros usuários de óculos, a escolha aleatória das lentes servia somente para reduzir a sua acuidade visual. Visto que uma quantidade cada vez maior de pacientes começava a reclamar de tais dificuldades, cientistas começaram a tentar adaptar as lentes corretivas para óculos com mais precisão, de acordo com as necessidades visuais de cada um.
 
No início do século XX, os óculos passaram por uma revolução através de métodos de ajuste de precisão

Carl Zeiss tinha 30 anos quando fundou uma oficina óptica em Jena, no dia 17 de novembro de 1846. Esta oficina não representou apenas a fundação de uma empresa que se tornaria um grupo internacional muito bem sucedido, como também foi um marco no desenvolvimento da indústria óptica. Em 1908, quando a Carl Zeiss tinha 400 funcionários, Moritz von Rohr, que trabalhava como cientista na empresa, foi requisitado para investigar as propriedades de imagem das lentes corretivas para óculos.
 
Quatro anos mais tarde, em 1912, a Carl Zeiss Jena começou a vender as lentes corretivas de precisão para óculos "Punktal". As lentes Punktal foram as primeiras a permitir uma imagem precisa, indiferente da direção da visão. As lentes de precisão possibilitaram uma visão mais clara ao usuário, sem distorções, tanto ao olhar para frente como para os lados. Este marco na ciência óptica não teria sido possível sem o conhecimento e a colaboração de Allvar Gullstrand, oftalmologista sueco e especialista na óptica do olho humano.
 
Durante uma visita à empresa em 1901, Gullstrand propôs o desenvolvimento de uma lente de aumento ajustada ao centro de rotação do olho, que ofereceria um amplo campo de visão, livre de distorções. Ele precisava das lentes para examinar fotografias nos mínimos detalhes e sem distorções. Em 1903, Moritz von Rohr aplicou esta ideia para o desenvolvimento do ampliador Verant e começou a investigar como este conhecimento podia ser usado para melhorar as lentes corretivas para óculos.

Visão natural com o máximo de conforto

O desejo de melhorar a visão e melhorar o conforto no uso de óculos continuou a incentivar o desenvolvimento de lentes corretivas para óculos. Durante os anos 30, as lentes se tornaram foco de atenção. As lentes ideais eram incolores e altamente transparentes. Em 1912, uma lente corretiva sem revestimento Punktal® possuía uma taxa de transparência de 92 por cento.
 
Em meados dos anos 30, novas tecnologias aumentaram a transparência para 98 por cento. Os militares foram a força motora por trás das investigações sobre reflexões em vidro. As reflexões em lentes telescópicas eram visíveis ao inimigo - um problema que os cientistas começaram a corrigir. Isto levou ao desenvolvimento de revestimentos antirreflexo que podiam ser aplicados no vidro. A indústria óptica também adotou esta técnica. A ZEISS foi novamente líder nesse tema. Em 1935, foi atribuída à empresa uma patente para esta tecnologia.
 
Alexander Smakula foi um dos principais desenvolvedores de um método de redução da reflexão com o uso de um revestimento altamente durável. A tecnologia antirreflexo, primeiramente desenvolvida para uso militar adquiriu, assim, rapidamente uma utilização civil. Para usuários de óculos, os benefícios foram duplos: a camada antirreflexo melhorou a transparência das lentes e eliminou reflexos que incomodavam a visão. Em 1959, as primeiras lentes antirreflexo começaram a ser produzidas em série pela ZEISS.
 
Outro aperfeiçoamento alcançado foi em relação ao próprio material das lentes. Devido à sua fragilidade e seu peso, as lentes inorgânicas precisavam ser complementadas com uma solução. Por acaso, um funcionário da Pittsburgh Plate Glass (PPG), fabricante de produtos químicos, fez uma descoberta interessante: um contêiner abandonado no terreno da fábrica em Pensilvânia.
 
O contêiner, que foi abandonado após a guerra, continha Resina Columbia, ou CR 39 - um material que havia sido utilizado durante a Segunda Guerra Mundial para a fabricação de dutos de gasolina e tanques para aeronaves. O CR 39 era transparente, não quebrava com facilidade e era leve e essas eram as qualidades mais importantes necessárias em lentes corretivas para óculos.
 
A Carl Zeiss também começou a investigar neste novo material. Em 1970, a Carl Zeiss apresentou o Clarlet, as primeiras lentes corretivas de plástico da sua linha de produtos. "As três inovações mais importantes para uma visão natural e confortável foram as lentes de precisão, as camadas antirreflexo e o uso de plástico. A ZEISS foi uma figura-chave em duas destas três inovações", aponta Krauss.

Aproximando-se do novo milênio: desenvolvimento de lentes com alta tecnologia

Em 1980, avanços em lentes progressivas revolucionaram a produção de óculos na ZEISS e em outros lugares. A tecnologia freeform tornou possível processar cada área de uma lente corretiva individualmente, tendo em consideração ainda mais parâmetros durante a fabricação das lentes. Em 2000, a ZEISS apresentou o Gradal Individual, as primeiras lentes progressivas personalizadas, feitas com tecnologia freeform. As lentes progressivas de hoje são o resultado de cálculos matemáticos complexos que são tão personalizados quanto nossos olhos.

No início dos anos 90, a nanotecnologia começou a ser utilizada para criar uma variedade de revestimentos para lentes corretivas para óculos. O Teflon, mais comum no uso doméstico, possibilitou a remoção de sujeiras e manchas em lentes corretivas para óculos. Ele cria uma camada que repele a água, fazendo com que ela escorra em vez de se espalhar pela superfície da lente.
 
Nanopartículas com um alto índice de refração também criam lentes à prova de riscos. Revestimentos transparentes e condutores são utilizados para eliminar a carga elétrica que atrai a poeira sobre uma superfície. Resultado: as nanopartículas eliminaram a poeira fina que antes se acumulava sobre as lentes corretivas de plástico. E se as lentes precisarem ser lavadas, um revestimento hidrofóbico ajuda a manter as lentes mais limpas do que nunca. Mais de sete revestimentos podem ser aplicados a uma única lente corretiva.

Z de Zeiss

Enquanto que as lentes de aumento de "berilo" dos antigos eram usadas somente para leitura, os óculos atuais são feitos para serem usados 24 horas. Como comentado por Krauss, "A ZEISS desempenhou um papel fundamental no rápido desenvolvimento das lentes corretivas, e este desenvolvimento continuará em ritmo acelerado.
 
Estamos lutando para alcançar a melhor visão possível e tirar proveito das inovações, tanto grandes quanto pequenas, de modo que os usuários de óculos em todo o mundo possam usufruir de uma visão perfeita. A visão é crucial para a qualidade de vida, imagine o que seria da sua vida se não conseguisse enxergar bem". No século XXI, as lentes corretivas continuarão a ser adaptadas com precisão, conforme as necessidades específicas dos usuários.
 
Mesmo um simples exame de visão leva muitos parâmetros diferentes de lentes em consideração: por exemplo, a distância do olho até a lente e a posição da lente em frente ao olho, são ambas a chave para uma visão clara. Além das medições e cálculos ópticos, da tecnologia de fabricação, dos materiais, dos acabamentos e dos aspectos cosméticos, todos desempenham um papel na produção dos óculos perfeitos. O exame ocular e a tecnologia de fabricação devem ser os mais precisos possíveis, para criar um par de óculos que seja tão perfeito a ponto do usuário nem sequer o notar.
Ao longo dos séculos, os óculos permaneceram como a solução preferida para auxílio visual. Somente seis por cento das pessoas entre 18 e 65 anos preferem lentes de contato[1]. Aproximadamente 200 milhões de pessoas em todo o mundo usam lentes corretivas para óculos projetadas na Alemanha e fabricadas pela ZEISS. E estes números estão em crescimento pois, a cada segundo, mais duas pessoas escolhem uma lente com a marca "Z".

Fonte
Zeiss
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