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Go Eyewear está enxergando pela lente dos lucros com sua CEO Joyci Lin
11 Abril 2019  | Seção: Óptica no Brasil  |  Categoria: Empresas
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Como a chinesa Joyci Lin, CEO da GO Eyewear, conseguiu quintuplicar o tamanho da empresa e colocá-la na liderança de um setor que movimenta R$ 22 bilhões por ano
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Crédito da Foto: Crédito: Leo Martins/Istoé
"Muitos atribuem o nosso sucesso à sorte", diz Joyci Lin, CEO da fabricante e distribuidora de óculos brasileira GO Eyewear. Única mulher a ocupar essa posição no setor, a executiva assumiu o cargo em 2009, substituindo o então CEO Ronaldo Pereira, que hoje comanda as Óticas Carol. Desde então a GO Eyewear quintuplicou de tamanho. Sorte? Ou seria melhor dizer visão?

Outros dados ajudam a entender melhor esse sucesso todo. O portfólio, antes com quatro marcas, saltou para 20. O número de colaboradores foi 120 para 600. Além de ter melhorado a performance da empresa, Joyci conquistou, em 2017, um parceiro de peso: o Grupo Kering, holding francesa que engloba marcas de luxo como Gucci e Yves Saint Laurent. O próximo passo, diz ela, é uma joint-venture entre as empresas. "Eles querem ter uma operação no Brasil", diz Joyci. "Nós já sinalizamos o interesse."

O setor óptico, incluindo apenas óculos de grau e de sol, movimenta R$ 22,7 bilhões no Brasil. A GO Eyewear detém 20% desse mercado, com 13 mil pontos de venda. "Acredito que a Kering nos escolheu como parceiros pelo nosso know-how e pela capilaridade da distribuição", diz a executiva.

A Kering faturou € 13,7 bilhões (R$ 58, 2 bilhões) no ano passado. As Américas do Sul e Central foram responsáveis por 6% da cifra. A estratégia dos franceses para aumentar a presença no Brasil está apoiada em pesquisas. O mercado de bens pessoais de luxo, que inclui óculos, movimenta mundialmente € 260 bilhões (R$ 1,12 trilhão). Segundo previsões da Bain & Company em parceria com Fondazione Altagamma, esse mercado vai atingir € 365 bilhões (R$ 1,57 trilhão) em 2025, impulsionado especialmente por países emergentes como o Brasil. Das 15 marcas controladas pela Kering, as que têm melhor desempenho no País são Bottega Veneta, Gucci e Yves Saint Laurent, todas consideradas de luxo.

Mas a GO Eyewear enxerga além. Este ano, a empresa passa a englobar mais grifes do conglomerado suíço Richemont, dono das marcas Montblanc e Cartier. Em 2018, o grupo adquiriu 30% da Kering. A Cartier já fazia parte do portfólio da empresa brasileira desde 2006, mas a nova coleção da Montblanc chega este mês a pontos de venda selecionados pela GO Eyewear. A expectativa anima a executiva. "Montblanc é uma grife mais acessível, com preço de entrada de R$ 1,2 mil. Já Cartier é um produto mais caro, com tíquete médio de R$ 6 mil e peças que podem chegar a R$ 100 mil."

Apesar de vender para quem pode pagar por um óculos o equivalente ao preço de um bom carro zero, a executiva frisa a importância de manter "marcas de entrada", caso de Atitude, Evoke, Speedo e Bulget. "As linhas populares ainda são responsáveis pelo maior volume de vendas", diz Joyci. Em função disso, a GO adquiriu também duas marcas brasileiras, Jean Marcell e Ferrati, que começam a ser fabricadas e distribuídas no final de 2019. Com investimento programado de R$ 30 milhões, a meta é crescer 20% em 2019 (no ano passado, o crescimento foi de 15%. "Sem aumentar o portfólio seria muito difícil chegarmos ao resultado atual".
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