Confira o que pode te atrapalhar no exame e evite surpresas
ao tirar a sua primeira habilitação
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem
2,6 milhões de pessoas com miopia em
todo o mundo. No Brasil, o número é de 59 milhões, cerca de 25% da população
residente no país. Portanto, é um problema recorrente.
A visão embaçada prejudica a vida dessas pessoas. Não apenas
na hora da leitura como também no exame da Carteira Nacional de Habilitação
(CNH). Afinal, a visão é algo imprescindível para guiar um veículo.
Sabendo disso, preparamos um conteúdo para você ficar por
dentro dos problemas oculares que podem atrapalhar o motorista, as infrações
para condutores que não seguirem as regras e quais os riscos da não utilização
de lentes ou óculos ao guiar o veículo.
Problemas oculares comuns
Hipermetropia
Baixa visão para perto, boa visão para longe e fortes dores
de cabeça, especialmente perto dos olhos, são três sintomas comuns da
hipermetropia. E por que isso acontece?
Antes de mais nada, é necessário falar sobre como
enxergamos. A imagem que vemos passa pela córnea, cristalino e retina, que se
comunica com o nervo responsável por levar a informação para o cérebro. Uma vez
no cérebro, a imagem é processada.
Os portadores de hipermetropia tem a imagem projetada atrás
da retina. Com isso, a pessoa faz um esforço a mais para enxergar corretamente,
ocasionando fortes dores de cabeça, como comentado anteriormente.
A principal causa da hipermetropia não vem de fatores
externos. Nada disso, ela costuma atingir pessoas que nascem com os olhos
pequenos. Por outro lado, cirurgias de catarata e miopia também podem gerar a
hipermetropia residual.
Desse modo, a hipermetropia impede a visualização de
mensagens no celular e a leitura de um livro ou revista, por exemplo.
Astigmatismo
O astigmatismo é um dos problemas de visão mais comuns. Quem
tem, enxerga as pessoas ou objetos como se eles tivessem um sombra ao redor
deles. Não apenas de longe como também de perto.
O motivo disso são as córneas distorcidas, que causam
múltiplos pontos focais. Assim, a imagem não é projetada de forma correta para
a retina.
Para entender um pouco mais da visão de indivíduos com
astigmatismo, vamos a dois exemplos. Eles não enxergam placas de trânsito e
possuem dificuldades para ler textos no computador.
Isso pode causar dores ao redor dos olhos, aquela sensação
de cabeça pesada ao passar horas e mais horas em frente as telas. Desconforto
com a luz e piora da visão à noite também são outros sintomas bem recorrentes.
Por fim, vamos acabar com dois mitos populares. Assistir
televisão de perto e ler com baixa luz não tem relação com astigmatismo. Ou
seja, essas práticas não causam ou pioram o problema ocular.
Miopia
O principal sintoma é a piora de visão para longe, com
imagens embaçadas e sem definição. Isso se agrava após o pôr do sol,
impossibilitando dirigir a noite, por exemplo.
Contrair os olhos para enxergar melhor e dores de cabeça ao
final do dia também caracterizam o problema.
Problema esse que é causado pela projeção da imagem no local
errado. Ao invés da imagem aparecer na retina, ela surge um pouco antes da
retina.
Horas em frente a telas, como celulares e computadores,
ajudam no surgimento desse problema ocular, recorrente em filhos de pais
míopes, principalmente de pais com alto grau da doença.
A maior parte das pessoas têm os primeiros sintomas durante
a puberdade, entre 11 e 14 anos. Ela só é estabilizada a partir dos 20 anos.
Vale ressaltar que a miopia não tem cura. Além disso, os míopes
possuem mais chances de desenvolver catarata, glaucoma e até mesmo o
descolamento da retina. O seu tratamento é por meio do uso de óculos ou lentes
de contato.
Para deixar nítido, a hipermetropia é baixa visão para
perto. Enquanto isso, a miopia é o posto, é a dificuldade em enxergar para
longe. Já o astigmatismo reúne essas deficiências, ocasionando dificuldade para
longas e curtas distâncias.
Quem tem esses problemas oculares provavelmente faz uso de
óculos ou lentes de contato. Quem não usa, geralmente não sabe que possui um
problema nos olhos. Assim, a visita ao oftalmologista é fundamental em todas as
fases da vida.
Problemas de visão e a CNH
Os vícios de refração citados nos parágrafos anteriores
influenciam, e muito, na hora de tirar a primeira CNH. Afinal, sua visão será
colocada à prova com uma série de testes oculares, incluídos no exame de
aptidão física e mental.
Para os testes, pessoas com miopia, astigmatismo, hipermetropia
e qualquer outra ametropia devem levar os óculos ou lentes.
A aprovação nas categorias A e B, para carros de passeio e
motos, respectivamente, só acontece se você tiver a visão de 20/40 em cada
olho. Isso se aplica para pessoas com a visão nos dois olhos. Monoculares
necessitam de 20/30 no olho bom e percepção luminosa com o olho ruim.
Nas categorias C, D e E, para transportes com mais de oito
pessoas, caminhões e tratores, por exemplo, a exigência é de 20/30 no melhor
olho e 20/40 no olho afetado.
Caso aprovada, a pessoa que usa óculos terá a letra A em sua
carteira de habilitação, indicando a obrigatoriedade das lentes.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o
condutor que estiver sem lentes estará cometendo uma infração gravíssima. Neste
caso, a punição é de sete pontos na carteira e R$ 293,47 de multa. Vale lembrar
que a CNH é suspensa com 40 pontos.
Além de cometer uma grave infração de trânsito, o motorista
coloca a sua vida em risco. Assim como a vida dos demais condutores e
pedestres. Para evitar acidentes e, claro, a reprovação na primeira CNH, visite
um oftalmologista.
Não visitá-lo pode contribuir para o aparecimento e a
evolução de diversos problemas oculares. No pior dos cenários, problemas como
catarata e glaucoma levam a perda total de visão.