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Antiviral contra vírus H1N1 encontra-se em fase de estudos no Brasil

Considerado alto, o índice de óbitos preocupa e chama a atenção para possível aprovação das autoridades competentes para o uso emergencial do peramivir - primeiro antiviral intravenoso para o tratamento do vírus H1N1 em enfermos em estado grave.

Considerado alto, o índice de óbitos preocupa e chama a atenção para possível aprovação das autoridades competentes para o uso emergencial do peramivir - primeiro antiviral intravenoso para o tratamento do vírus H1N1 em enfermos em estado grave.

São Paulo, abril de 2010 - O Ministério da Saúde divulgou que, até o início de abril, 50 pessoas morreram de influenza A (H1N1) no país. Com possível aprovação para uso emergencial do peramivir, medicamento já em utilização nos EUA, Europa, Japão e México, outros óbitos podem vir a ser evitados. 

Primeiro antiviral de uso intravenoso para os casos graves de portadores do vírus H1N1, o medicamento já está combatendo o vírus da gripe suína em diversas partes do mundo. No Brasil, encontra-se em processo de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para que possa ser administrado em pacientes hospitalizados durante próximos picos da doença no país. 

Por ser de uso intravenoso, o peramivir é extremamente eficaz no combate ao vírus da gripe suína, já que os medicamentos disponíveis no mercado - oseltamivir (Tamiflu) e zanamivir (Relenza) - em determinadas situações não atendem às necessidades clínicas de muitos pacientes internados, em que a administração via oral ou a inalação são inadequadas.

Se aprovado pelo governo brasileiro, o peramivir deve ser importado no mercado brasileiro pela moksha8 Pharmaceuticals, que possui acordo com o laboratório BioCryst Pharmaceuticals para comercialização do medicamento no Brasil e no México, onde obteve a aprovação das autoridades locais de saúde em dezembro de 2009. 

"A expectativa é que o medicamento também esteja à disposição para órgãos de saúde pública no Brasil, contribuindo para salvar vidas e reduzir o impacto econômico das internações prolongadas", destaca Mario Grieco, Presidente para o Brasil e Vice-Presidente para a América Latina da moksha8. 

Sabe-se que cada dia de tratamento na UTI custa em torno de R$ 2.500,00 e a internação em uma ala comum custa cerca de R$ 420,00, sendo que o período médio de internação varia entre 10 e 15 dias. Até o momento, cerca de 60% de todos os casos de H1N1 no país (27 mil casos) resultaram em internação.

No Brasil, em 2009, foram registradas 2.051 mortes devido à doença, a partir de abril, quando teve início a pandemia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 16.931 pessoas já morreram vítimas da influenza A (H1N1) - gripe suína em todo o mundo.

Atualmente, o peramivir está em fase final de testes baseado num contrato de US$ 180 milhões da Biomedical Advanced Research and Development Authority - BARDA, subordinada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (United States Department of Health and Human Services - HHS). Para os pacientes internados, ainda não há nenhum medicamento antiviral aprovado pelo FDA. Os estudos atuais encontram-se na Fase III, incluindo o Brasil, e devem ser concluídos em 2011.
Sobre o Peramivir
O peramivir é um agente antiviral que inibe as interações da neuraminidase da gripe, uma enzima crucial para que o vírus se espalhe no organismo. Em testes clínicos, o peramivir mostrou atividade contra cepas de vírus originais da gripe suína pandêmica, o subtipo H1N1 e foi estudado em portadores da gripe com e sem complicações. Já foram finalizados os estudos de Fase III do antiviral, e que devem apoiar o processo de aprovações pelo FDA(Autoridade de Saúde dos Estados Unidos), e do Instituto de Pesquisa em Biomedicina/Comitê de Ética.  

Sobre a moksha8 

A moksha8 Pharmaceuticals, Inc. estabeleceu suas operações comerciais no Brasil e no México, os dois principais países na América Latina que representam 75% do mercado farmacêutico e que movimentam $30 bilhões na região. Atualmente, a empresa tem um volume de vendas acima de $500 milhões em produtos contra infecções, antiinflamatórios e que atuam no sistema nervoso central por meio das parcerias firmadas com o Roche e a Pfizer. Entre as principais marcas da companhia estão Lexotan, Rivotril, Bactrim Rocephin, Unasyn e Vibramicina.

Fonte: Mslworldwide.com

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