Doença pode levar a quadros graves e gerar danos à visão
Olhos secos, dor de cabeça, tontura, entre outros problemas. A estação mais fria do ano começou oficialmente no dia 21 de junho e os especialistas da área de saúde já começam a registrar o aumento da incidência das chamadas "doenças de inverno". Entre as patologias está a Síndrome de Olho Seco.
A doença é caracterizada por diversos sintomas, como secura, ardor, falta de lágrima, sensação de areia nos olhos, desconforto, queimação, dificuldade para ficar em locais com ar condicionado e pode levar a quadros graves de infecção.
Segundo o médico oftalmologista e diretor do Instituto de Catarata de Brasília (ICB), Leonardo Akaishi, é importante procurar um especialista o quanto antes, para evitar que o incômodo acarrete maiores danos à visão. "Esse tipo de problema evolui rapidamente, principalmente quando o paciente usa métodos caseiros para tentar amenizar o mal-estar, o que pode acelerar ainda mais o quadro infeccioso e causar grandes danos à saúde dos olhos", esclarece.
Leonardo Akaishi explica que o tratamento é simples e na maioria dos casos é feito apenas com colírios. "Para amenizar a irritação usamos colírios de lágrimas artificiais. Mas antes de medicar é importante fazer testes específicos, que avaliem a produção, a evaporação e a qualidade da lágrima do paciente, até mesmo, para não confundir o problema com outras patologias que afetam a visão nesse período do ano, como a conjuntivite alérgica", alerta.
De acordo com o médico responsável pelo Departamento de Doenças Externas do ICB, Rodrigo Castro, é fundamental analisar bem cada caso, pois nem sempre as lágrimas artificiais são suficientes para aliviar os sintomas. "Nesses casos, devemos incrementar o tratamento. Existe a possibilidade de uso de géis, colírios anti-inflamatórios, suplementos alimentares ricos em ômega-3 ou procedimentos cirúrgicos", esclarece.
Castro revela que o período de baixa umidade na capital federal aumenta em 60% os casos de Síndrome do Olho Seco, percentual que pode ser reduzidos com pequenos cuidados diários. "Pesquisas recentes mostram excelentes resultados na produção de lágrimas a partir do consumo de produtos ricos em ômega-3, como exemplo, a linhaça", sugere.
Dicas do oftalmologista para o dia a dia
- Beba água com frequência;
- Evite bebidas alcoólicas e as que contenham cafeína, pois elas facilitam a desidratação;
- Proteja os olhos quando for entrar em contato com o sol ou o vento;
- Evite correntes de ar vindas de aparelhos de ar condicionado e ventiladores;
- Use umidificador ou vaporizador para manter um nível confortável de umidade no ambiente.