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Manual de Operação do Segmento de Óptica - Varejo - Covid-19
1 Junho 2020  | Seção: Colunas & Artigos  |  Categoria: Dicas
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Artigo Professor Rodrigo Sonoda / OWP Educação
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SONODA, R-T1, PANICO, K.2, SILVA, F-K.3 ,PAES-F4 ,PAES -W5, PAES-F6.

Conforme as orientações básicas do governo do estado de São Paulo as aglomerações são um fator de risco para qualquer atividade. O atendimento com espaçamento mínimo de 1,0m a 1,5m se torna necessário para aumentar a segurança do atendente e entre clientes. 

Ainda se discute muito sobre os meios de transmissão e tempo de sobrevida do vírus no ambiente. Inclusive novos estudos sugerem a sobrevida no ar. Assim o uso da máscara de forma adequada é importante.

"Em estudo recente, o novo coronavírus sobreviveu por 72 horas no aço inoxidável e no plástico; no papelão, a sobrevida foi de 24 horas (1 dia); e no cobre, por 4 horas. A estabilidade e viabilidade para contágio do novo coronavírus foi objeto do estudo publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) por pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa norte-americanos e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (Fiocruz, 2020)" (SONODA,2020).

A limpeza e desinfecção deve ser estudada no Varejo Óptico. Nota-se que estudos demonstram a eficiência de por procedimentos de desinfecção da superfície com etanol a 62?71%, peróxido de hidrogênio a 0,5% ou hipoclorito de sódio a 0,1% em 1 minuto.

O ATENDIMENTO NO VAREJO ÓPTICO

A adaptação do varejo óptico inicia-se na recepção dos clientes, seguindo para os locais de atendimento e higienização de equipamentos e produtos demonstrados.

ADAPTAÇÃO DO AMBIENTE

Locais com cadeiras de atendimento devem ser distanciados entre as mesas de atendimento. Cadeiras para acompanhantes eliminadas, diminuindo assim a proximidade entre os envolvidos no atendimento e aglomerações no estabelecimento.

Nota-se que a presença de 1 pessoa a cada 5 metros é diretriz do plano de contenção a contaminação ao vírus. Logo se a loja possui 40 metros, poderíamos contar com a presença de 8 pessoas, envolvendo os atendentes, técnicos e clientes.

O protocolo de atendimento apenas aos clientes com máscara devidamente utilizadas e a assepsia de mãos com Álcool Gel 70°, deve ser protocolo de atendimento.

As empresas que contam com o Auto Serviço (take in), devem adaptar o ambiente evitando a contaminação de todo o painel de exposição ou vitrine pelo manuseio múltiplo de óculos pelo próprio cliente. Quando o consultor óptico realiza a demonstração dos óculos controla os produtos a higienizar.

ÓCULOS PARA AJUSTES

Ao recepcionar o cliente para ajustes e manutenção em seus óculos o uso de solução eficiente na limpeza dos óculos que não danifique lentes e armação será necessário. O uso de solução a base de peróxido de hidrogênio 0,5% por 1 minuto apresenta eficiência nesta limpeza, mas deve ter contato com as mãos. O uso de luvas se faz necessário.

ARMAÇÕES DEMONSTRADAS

Todos os óculos demonstrados ao cliente devem sofrer minuciosa limpeza ates da reposição a vitrine, estoque ou demonstrar ao próximo cliente.

Note que qualquer solução utilizada na limpeza não deverá produzir contato com a pele do cliente. As armações devem estar limpas e secas antes de nova demonstração.

Ao consultor óptico aconselha-se estudo dos anseios do cliente e avaliação de viabilidade técnica da armação a receita prescrita evitando que demonstrar muitos produtos que produz o aumento do risco de contaminação.

EQUIPAMENTOS

Todos os equipamentos utilizados na óptica devem ser desinfectados entre uso. Considerando o protocolo de contenção proposto em outras áreas a limpeza imediata após o uso torna mais seguro o protocolo de contenção a contaminação.

Os equipamentos envolvidos em um atendimento devem ser higienizados:

* Esferômetro, Lensometro, Pupilometro, Ceratometro
* Escala óptica (milímetro)
* Canetas e marcadores
* Tabela de leitura
* Máquina de recebimento de cartão de crédito.
* Espelhos 

O uso de tanque de ultrassom é desaconselhável pela complexa limpeza entre usos, e desperdício de solução.

"Considerando que a manutenção de produtos eletrônicos utiliza solução de álcool isopropílico, aparelhos como Retinoscopio, Cabos, Ceratometro, Lesometro, refrator, podem ser desinfectados com swab de isopropanol 70%. Baseado no estudo de Kampf e colaboradores (2020) , há eficiência no combate ao HCov, se exposto por 30 segundos.A consulta ao manual do fabricante é fundamental antes de utilizar qualquer produto. Porém pelo conceito eletrônico se parte do álcool que penetrar o equipamento, os danos são minimizados." (SONODA, 2020).

LIMPEZA DO AMBIENTE

A limpeza do ambiente é eficaz no controle da disseminação do COVID19.

Segundo orientações da ANVISA a maioria dos produtos utilizados na limpeza devem permanecer na superfície entre 5 e 10 minutos dependendo da concentração e tipo de solução. 

A limpeza de mesas, vidros, móveis, maçanetas, cadeiras, assentos, moveis com Álcool Etílico 70° é eficiente. Sempre observe que alguns materiais possuem restrição a limpeza com este produto. Consulte o manual do fornecedor para certificar-se que é seguro a limpeza sem danificar o equipamento.

Pisos e paredes podem ser lavados com solução de água sanitária, duas vezes ao dia. Não realizar a mistura com outros produtos a reação química pode causar sérios (respiratório, explosão, queimaduras, corrosão).

A ANVISA sugere diluir 2 ½ colheres de água sanitária em 1 litro de agua para uso imediato. Não se deve preparar a mistura e armazenar.

É muito importante a atenção para o armazenamento e estocagem de produtos na loja deve ser redobrada para evitar acidentes e incêndios. 

PREPARO E USO DE SOLUÇÃO SANITIZANTE ARMAÇÕES

Peróxido de hidrogênio líquido 10 volumes (3%), diluído em 5 partes de água limpa. Utilizar o sistema de borrifador para espalhar sobre a área a ser desinfectada deixando agir por 1 minuto. Não deixar a solução exposta a luz ou calor, e renova-la constantemente.

Não deixar agir por período longo, evitando a oxidação departes metálicas, bem como não permitir contato com a pele, olhos, boca e não realizar a inalação.

Para garantir a compatibilidade com os materiais, consulte o fabricante ou importador das armações e lentes.

 
O USO DA MASCARA

As mascaras devem ser utilizadas de forma adequada evitando qualquer tipo de toque no rosto durante sua utilização.

Diversos modelos são utilizados na atualidade, para o profissional óptico o uso ideal seria de mascaras com tripla proteção, e descarte a cada 3 horas.

Mascaras como N95 escassas no mercado seria uma opção para máscaras de uso prolongado e reutilizáveis, se conservadas e manipuladas de forma adequada.

As máscaras com válvula modelo N95 ou N99 (PFF2 e PFF3), podem ser utilizadas acima do número de horas e número de vezes recomendado pelo fabricante. Devendo o profissional descartar imediatamente em caso de presença de danos estruturais ou contato com secreções do atendido. Os testes de vedação positiva e negativa são fundamentais nestas máscaras (ANVISA,2020). 

O uso de óculos é importante para evitar a porta de contaminação ocular, sendo usado como bloqueio físico para evitar o contato e possíveis micro gotículas. 

Os protetores faciais por não possuírem qualidade óptica perfeita provocam desconforto ao profissional pelas aberrações e distorções no acetato, policarbonato ou acrílico empregado. 

O EMPREGO DAS LUVAS

Luvas permitem a proteção do óptico na manipulação de produtos de assepsia evitando danos a pele pelos produtos corrosivos ou oxidantes.

O uso continuo da luva, deve ser considerado na manipulação dos óculos durante o ajuste em que há toque direto com fluidos ou diretamente no cliente. 

O USO DE PROTEÇÃO DE CORPO

Para evitar o contato com agentes contaminantes que podem ser dissipados no transporte empresa - residência, o uso de roupa profissional como jaleco ou uniforme, que promovam a maior cobertura corporal, e que sejam trocados antes da saída da empresa, tornam-se valiosos itens de controle e segurança no combate ao COVID19.

O uso de vestimentas comuns permitiria ao óptico, a contaminação de outras pessoas e locais. Imagina-se que se contaminada, poderia ser fator considerável de perigo entre passageiros de conduções ou outros trabalhadores de estabelecimentos que o óptico se dirija antes de retornar ao lar. A lavagem do jaleco deve ocorrer com sanitizantes como desinfetantes ou água sanitária. 

Lembrando que a lei estadual 14466/2011 SP, proíbe o uso de jaleco fora do ambiente de trabalho sob pena de multa de 10 UFESPs.(R$276,00 em 2020).

CONCLUSÃO

A operação ordenada sem aglomeração, com a completa proteção do profissional óptico, e a manutenção da limpeza e assepsia do ambiente óptico se faz necessária e obrigatória para evitar a disseminação do COVID19.

A adaptação do ambiente e forma de atendimento aos clientes do varejo óptico serão fundamentais para o controle da operação de forma segura e minimizar os fatores de risco a contaminação.

Rodrigo T. Sonoda
Prof. Coordenador OWP Educação - WEducar 
Graduado em Óptica e Optometria - Pós Graduado em Estudos em Oftalmologia

Me, Dra. Karine Panico
Professora  OWP Educação - WEducar 
Mestra e Doutora em Biosistemas - Graduada em  Ciências Biológicas 

F. Kelly Silva
Professora OWP Educação - WEducar
Graduada em Óptica e Optometria - Esp. Enfermagem

Fabricio Paes
Mestrando em Saúde Pública - Graduado em Optometria - Graduado Ciencias Sociais e Humanas - Pós graduado em Optometria comportamental.

Waldir Paes
Graduado em Optometria, Ortóptica e Pedagogia -  Pós graduado em Optometria comportamental.

Fabiano Paes
Professor OWP - Weducar. Graduado em Psicologia - Óptico

REFERENCIAS

Anvisa. Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (sars-COV-2. nota técnica gvims/ggtes/anvisa nº 04/2020. brasilia: 08/05/2020.

CASTELANOS, Brigitta P.; JOUCLAS, Vanda M. Galvão. ESTUDO DA UTILIZAÇÃO DAS SOLUÇÕES DESINFETANTES EM CENTRO CIRÚRGICO - COMPARAÇÃO DA SUA UTILIZAÇÃO EM ALGUNS HOSPITAIS DO DISTRITO DE SÃO PAULO. Rev. Bras. Enferm.,  Brasília ,  v. 27, n. 4, p. 416-454,  Dec.  1974 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71671974000400416&lng=en&nrm=iso>. access on  29  May  2020.  https://doi.org/10.1590/0034-716719740004000004.

DUARTE, Laura. Estado de conservação de respiradores PFF-2 após uso na rotina hospitalar. Revista Escola de Enfermagem USP. São Paulo:3/2010, https://www.scielo.br/pdf/reeusp/v44n4/22.pdf

EJZEMBAUM, Fábio. Et al. Os olhos e a COVID-19. Sociedade brasileira de pediatria. 07/4/2020. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/22441c-NA_-_Os_olhos_e_a_COVID-19.pdf
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G. KAMPF, D.TODT, S.PFAENDER, E.STEINMANN. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agentes. Journal of Hospital Infection.Volume 104, Issue 3, March 2020, Pages 246-251.

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