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Glaucoma pode também afetar crianças
27 Maio 2021  | Seção: Saúde  |  Categoria: Visão
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No dia nacional de combate a esta doença ocular crônica, oftalmologista alerta para que, embora rara, a condição do glaucoma congênito pode levar crianças à cegueira, caso não seja descoberta a tempo.
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A prevenção é o melhor caminho tanto em adultos como em crianças

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma foi celebrado anualmente em 26 de maio e tem como objetivo conscientizar a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce desta doença, silenciosa e assintomática. Classificada como uma das principais doenças crônicas oculares, o Glaucoma é causado principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, o glaucoma pode levar à cegueira.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde - OMS, estima-se que o glaucoma afete entre 1% e 2% da população com mais de 40 anos em todo o mundo, o que representaria cerca de 3 milhões de pessoas. Porém, a estimativa é que 65 milhões de pessoas tenham glaucoma, sendo esta doença a maior causadora de cegueira irreversível no mundo.

Muitas pessoas acreditam que pressão alta no olho, que é um dos principais sinais da doença, afeta apenas adultos e idosos. No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que a doença também pode ser diagnosticada em crianças. O glaucoma congênito, como é chamado,  é uma doença rara, na maioria das vezes, hereditária e está presente em um a cada dez mil nascidos e pode levar à cegueira, caso não seja descoberta a tempo. 

Assim como o glaucoma, a condição que acomete recém-nascidos e crianças até três anos de idade,  é causada pela danificação do nervo que liga os olhos ao cérebro devido a pressão intraocular. O glaucoma congênito normalmente está associado a outras anomalias do desenvolvimento do globo ocular ou do corpo. A doença coincide com outras síndromes, podendo estar presente com a rubéola congênita. 

De acordo com o Dr. Alfonso Nomura, oftalmologista e CEO da Alpha Diagnose, diferentemente dos tipos que acometem adultos e idosos, o glaucoma congênito não é silencioso. No bebê, ele apresenta do que é chamada de uma tríade clássica: lacrimejamento, sensibilidade à luz e espasmo palpebral.  No entanto, o que acaba chamando mais atenção é o aumento do globo ocular com o olho bem grande e saltado. Além disso, a íris vai ganhando uma cor azulada.

"Independente dos sintomas, o acompanhamento da saúde ocular é importante em todas as fases da vida. Embora o glaucoma não tenha cura, a detecção precoce e o tratamento podem evitar a perda progressiva da visão, levando à cegueira irreversível", explica.  

O diagnóstico de glaucoma da infância se dá pelo exame dos olhos da criança, medindo a pressão ocular. Obrigatório em todas as maternidades, o Teste do Olhinho é muito importante para o diagnóstico precoce. O exame pode identificar doenças que produzem opacidade no olho, como catarata congênita, os tumores da infância, as doenças infecciosas, a retinopatia da prematuridade e o glaucoma congênito. 

Em adultos exames como por exemplo,  acuidade visual, biomicroscopia, tonometria (mensuração da pressão intraocular), gonioscopia, campimetria computadorizada, paquimetria, tomografia de coerência óptica do nervo, retinografia, estereofoto de papila, fundo de olho, devem ser realizados com frequência.   

Um dos principais tratamentos é o colírio anti hipertensivo. Desta forma, Dr. Nomura enfatiza a necessidade de, ao procurar um oftalmologista e receber indicações para o tratamento do glaucoma, é preciso seguir o tratamento à risco. O colírio prescrito para tratamento do glaucoma, geralmente, é indolor e possui leves efeitos colaterais. No entanto, algumas pessoas não conseguem se adaptar a esse tipo de medicação. 

"No geral, os principais fatores de risco são idade e antecedentes familiares. o glaucoma não tem cura, mas tem tratamento e é preciso segui-lo tim tim por tim. Muitas pessoas literalmente se esquecem de aplicar o colírio nos horários recomendados pelo médico, principalmente por não darem muito valor à atuação do remédio em relação ao problema. Falta, portanto, entendimento de que, no caso de lesão do nervo óptico, cada gotinha faz toda a diferença", finaliza. 
 

Sobre o especialista  

Dr. Alfonso Erik Doi Nomura, médico oftalmologista CEO da Alpha Diagnose, clínica oftalmológica que  surgiu com o propósito de oferecer excelência em diagnóstico e tratamento oftalmológico para os pacientes na região de São Paulo, Grande São Paulo e ABC. A Alpha Diagnose conta com tecnologias e processos super atuais, proporcionando uma experiência única e inovadora, sendo o paciente o principal foco do trabalho.
Fonte:
Dehlicom
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