Enquanto o Brasil acelera a tramitação doméstica, o ambiente político europeu demonstra cautela. Movimentos no Parlamento Europeu indicam possibilidade de revisões jurídicas, salvaguardas e maior politização do processo de ratificação.
Os efeitos a curto prazo são a redução da probabilidade de decisões imediatas de investimento baseadas apenas na expectativa do acordo, a intensificação do debate no Brasil sobre o posicionamento estratégico do acordo, seja como vetor de reindustrialização com acesso a cadeias europeias, seja como ampliação de oportunidades ao agronegócio, a volta com peso das discussões e adoções de normas padrões rastreabilidade, padrões técnicos, regras de origem e compromissos ambientais.
"Nesse cenário, é importante destacar que acordos dessa magnitude não se resumem à redução tarifária, eles redefinem padrões de competitividade, exigem adaptação regulatória e impõem escolhas estratégicas ao setor produtivo brasileiro", explica Ambra Nobre Sinkoc, diretora Executiva da Abióptica.
Por isso, o momento exige acompanhamento atento!
Fonte: Abióptica
 
Sobre a Abióptica
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