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LAPIMA. Luxo Brasileiro que Conquistou o Mundo

Coluna SerjãOÓptico

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Na cena global do eyewear de luxo, poucas histórias são tão autênticas e inspiradoras quanto a da LAPIMA. Nascida do olhar visionário do casal Assis,  Gustavo e Gisela, a marca surgiu com um propósito claro: provar que do Brasil pode emergir um luxo com identidade própria, relevância internacional e excelência artesanal. No ateliê em Campinas, cada modelo ganhou vida a partir de curvas, gestos e volumes esculpidos à mão, onde o design autoral se encontra com a precisão de um trabalho 100% manual. O resultado? Óculos que não são apenas acessórios, mas verdadeiras obras de arte que são combinações poderosas do verbo vestir.

Mais do que criar produtos, a LAPIMA construiu uma estética que emociona à primeira vista. Seus bold shapes, o brilho profundo das superfícies polidas à mão e a paleta de cores brasileiras criam uma harmonia única, capaz de dialogar tanto com a tradição artesanal japonesa quanto com a sofisticação cosmopolita. Esse cuidado no detalhe atraiu, de forma orgânica, celebridades, artistas e atletas ao redor do mundo, consolidando a marca como um ícone independente e desejado. Nesta entrevista exclusiva, Gustavo Assis nos conduz por essa trajetória de paixão, propósito e identidade, revelando o que mantém a chama criativa da LAPIMA acesa.

SerjãOÓptico: Como foi o início da trajetória da LAPIMA, conta como tudo começou e o que motivou seguir nesse caminho profissional.

Gustavo Assis: A LAPIMA nasceu da vontade de criar uma marca com qualidade e propósito. Desde o início, a ideia era que a beleza fosse o primeiro impacto ao ver nossos produtos. Eu e a Gisela queríamos unir design autoral e excelência artesanal, mostrando que do Brasil poderia surgir uma marca de luxo com identidade própria e relevância internacional. A trajetória começou no nosso ateliê em Campinas, esculpindo cada modelo à mão e experimentando formas, volumes e superfícies até chegar ao equilíbrio perfeito entre arte e função. Esse desejo de criar algo que emocionasse à primeira vista continua sendo o motor de tudo o que fazemos.

SerjãOÓptico: Vocês descrevem seus óculos como esculturas portáteis e peças de herança. Quais elementos no design e na produção garantem que um óculos LAPIMA seja percebido como uma obra de arte atemporal?

Gustavo Assis: Cada modelo começa com uma curva, um gesto que carrega identidade e intenção. Trabalhamos apenas com materiais de altíssima qualidade, como acetatos italianos premium, lentes de excelência óptica e ferragens selecionadas. O processo é 100% manual, cada peça é esculpida, lapidada e polida à mão por artesãos formados no nosso próprio ateliê. Esse cuidado garante superfícies perfeitas, brilho profundo e um toque que só o feito à mão proporciona, transformando os óculos em um objeto atemporal.


SerjãOÓptico: Cite algumas referências e processos criativos que orientam o desenvolvimento dos modelos e coleções da LAPIMA, e como esses elementos se transformam em peças com identidade própria.

Gustavo Assis: A natureza é sempre o ponto de partida, suas curvas, cores e texturas inspiram formas orgânicas e fluidas. O corpo humano, especialmente no movimento do esporte, influencia proporções, encaixes e gestos no design. A arquitetura modernista brasileira traz a estrutura, o equilíbrio e a força que completam a peça. Essa mistura de inspirações se traduz em criações que conversam entre si e preservam uma identidade inconfundível, com um DNA brasileiro que está em tudo o que fazemos.

SerjãOÓptico: Como surgiu a ideia de um ateliê in-house para treinar artesãos locais, manter o padrão de qualidade e como esse trabalho transformou a produção e a cultura interna da marca?

Gustavo Assis: Sempre acreditei que design e produção devem caminhar juntos. O ateliê in-house nasceu para garantir controle criativo e liberdade de execução. Ao formar artesãos locais, não só preservamos um padrão excepcional de qualidade, como também oferecemos oportunidades de carreira e desenvolvimento pessoal. Esse ambiente de troca e proximidade eleva a criatividade, reforça a atenção aos detalhes e fortalece a cultura da marca.


SerjãOÓptico: O mercado de luxo global é dominado por grandes conglomerados. Quais foram as maiores barreiras e também as vantagens de se manter uma marca independente de alto padrão nascida no Brasil?

Gustavo Assis: As barreiras são óbvias, escala, acesso a canais e recursos. Mas a independência nos dá algo raro, liberdade criativa absoluta e uma relação genuína com o consumidor. Vindo do Brasil, também carregamos uma narrativa singular que nos diferencia, uma estética de luxo com alma tropical, sofisticada e autoral.

SerjãOÓptico: A entrada no mercado japonês, especialmente por meio da parceria com a Globe Specs, é um marco. O que mais surpreendeu vocês na recepção japonesa à estética bold e às cores brasileiras?

Gustavo Assis: O trabalho autoral de design da LAPIMA gerou identificação imediata. Ficamos impressionados com a conexão entre a nossa maneira de criar e a cultura japonesa, especialmente pela valorização do processo artesanal. O polido à mão chamou atenção pela perfeição e suavidade, assim como a precisão dos encaixes. As formas bold e as cores brasileiras, combinadas com essa execução impecável, geraram uma ligação imediata e genuína.

SerjãOÓptico: Ao longo da trajetória da LAPIMA, vimos suas peças no rosto de celebridades, artistas e atletas internacionais. Como se deu essa conexão?

Gustavo Assis: Foi um processo muito mais orgânico do que planejado. Criamos peças statement, com personalidade própria, que atraem naturalmente artistas e personalidades em busca de algo único. Essa aceitação espontânea ajudou a consolidar a imagem da LAPIMA como uma marca independente, singular e de desejo no cenário internacional.


SerjãOÓptico: O consumidor LAPIMA costuma ter uma relação mais consciente com moda e design. Como vocês constroem uma comunicação que conversa com um público tão exigente e global, sem perder a essência brasileira?

Gustavo Assis: Sendo autênticos e buscando constantemente inovar no design. Nosso compromisso é ser trendsetter, não seguidor. Tudo que criamos carrega minhas referências brasileiras, o que me tocou na vida, minhas experiências e meu olhar sobre o país. Essa brasilidade não é um adorno, mas sim a base de tudo que criamos, impregnada em cada coleção.

SerjãOÓptico: Quais conselhos vocês dariam para uma ótica que deseja iniciar no universo das marcas independentes?

Gustavo Assis: Invista em histórias. Mais do que produtos, o cliente sofisticado quer narrativas autênticas e um ponto de vista claro. Selecione marcas que traduzem essa essência e que se conectem com a curadoria da sua ótica de forma coerente e inspiradora.


SerjãOÓptico: Com presença consolidada em mais de 40 países, quais são os próximos passos?

Gustavo Assis: Hoje, apesar de estarmos em mais de 40 países, ainda temos muitas oportunidades de crescimento. Seguiremos expandindo de forma consistente, sempre preservando a essência e o controle criativo. Continuaremos selecionando retailers que tenham sinergia com a LAPIMA e que fortaleçam nossa presença nos mercados estratégicos.


SerjãOÓptico: Vejo logo falo, por Gustavo Assis.

Óculos são: objetos de beleza e expressão.
Na minha visão: design é emoção e intenção.
O olhar de estar sempre atento: é o que revela a beleza nos detalhes.
A ótica do futuro vai: valorizar marcas com identidade e propósito.
Pelas minhas lentes vejo: um mundo onde a beleza e a autenticidade caminham juntas.


SerjãOÓptico
Especialista em tendências eyewear

Fonte: SerjãOÓptico

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